terça-feira, 17 de junho de 2014

Asas de Seda



Veem meus olhos asas de seda;
ventos afagam os meus cabelos...

 Nuvens transportam saudades,
 escondo  lágrimas nos pulsos
dentro das mãos calejadas.

Reviro gavetas e não encontro
 as lanternas guardadas antes
da chuva.

Dormem pássaros...

Ouço o ritmo perdido
 da poesia alucinada.

terça-feira, 10 de junho de 2014

O Sopro

uma coisa válida:
olham os deuses,
a moeda invisível.

num sopro,
o corpo n'alma
dura e cálida,
matéria fluida,
rara, perecível.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Cinema Mudo



Rapazes demoram-se
no espelho; os olhos
namoravam estrelas
do cinema mudo.
Na brancura dos muros
frases e poemas de amor
despertavam o silêncio
dos pássaros.
Construíam cenários:
a fonte das águas 
no balé das palavras
nas páginas levadas
pelo vento.