terça-feira, 22 de outubro de 2013

Reflexões

A tarde estava azul
quando pensamentos
buscavam palavras
inspiradas no amor.

O olhar dourava nuvens,
abençoava as almas
perdidas na multidão.


Os homens respiravam
a calma, mergulhavam
na luz do perdão.

havia a certeza de vidas
entre pássaros, flores, lagos
e eternos amores.

A vida passava...
os pés estão cansados.

O homem se fecha em orações
e esquece que o tempo é ilusão.

A vida é mar, é céu, é chão.
É luz, sombras, escuridão.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Trilhos Urbanos


 .*.

Palavras afastam a ferrugem,
lustram os trilhos urbanos.

Amanheço de batom lilás;
os negros olhos  afastam
a feiura dos homens,
a inveja e o ciúme.

Brilham os lábios quando beijam.
Sugam a saliva da boca aberta
na noite fria de inverno.

Sou o exemplo da loucura.
Abalo Paris, New York e Recife.

Meus bichos de pelúcia
e os sapatos vermelhos,
são comprados na China.

Ai que saudades do Mao!

Quem sabe um dia deixarei teu nome
gravado na pedra da Gávea?

Poemas revistos

Sim e Não






Ao dizer sim ao mundo,

vozes vindo de longe,
cruzam ilhas e mares.




-Não! Não! Não! Não! Não!

Um eco desce das nuvens,
acalmam as ondas, cessam
as tempestades.

Desvairados, poetas
afinam as palavras.
gritam: sim, não,
não e sim.

Fios de vento
marcam o compasso
na dança dos erros.

Vamos

Vamos ouvir poemas
que embalam amores
adormecidos no leito
das almas.

Num canto da noite,
as flores revelam segredos
de pássaros e árvores.



Vamos acordar manhãs
antes do sol contar
os sonho de Deus.


Lábios sopram a poeira
dos templos, pensamentos
guardam o silêncio dos santos.


Vamos esperar uma nova luz
 na consciência dos homens.

Não Sei

Não sigo os caminhos
onde cantam as súplicas
do amor.

Não sei lavrar a pedra
onde guardam os versos
dos poemas impuros.


Só sei continuar o sonho:
ver a minha alma ao vento.

Ser pássaro longe do ninho
e vestir as cores do tempo.

Ver renascer as tuas mãos
no calor dos meus abraços.

Recuerdos

O primeiro amor passou.
O segundo amor... Ah!
Foi sacrificado
no olhar dos dragões
tatuados no peito.

Meus amores passaram
como rios a levar o lixo
deixado nas margens.

Plumas e ventos

Entre nuvens,corpos nus,
entregam-se ao amor.


Brilham os lábios,
Murmuram palavras...

Lambem estrelas,
e o azul da tarde
molhada no outono.

Os olhos fixos
na pele úmida,
sonham amores
sob plumas
e ventos.

Ao novos

Tudo novo após um sonho
com os olhos na aurora
do meu sonho matinal.

A velha criança no homem
não vê vermelhos e rosas
nas manhãs de carnaval.

Novas são as flâmulas
da esperança, no ritmo
depois do vendaval.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Um Poema para Outubro


     Desejei numa manhã, primeiro de outubro, escrever um poema em homenagem ao mês tão esperado. Não o fiz, porque ares de setembro estavam em meus dedos que cismavam recolher do chão, uma pálida flor.
Segui a passos lentos; na mão direita, um guarda-chuva transparente percebia as cores do tempo. Meus sapatos engraxados deixavam para trás a poeira de ontem, e esperavam o sol da tarde, prometido pela moça do do jornal do meio-dia.
     Tenho os olhos abertos e as mãos enormes, para colherem  estrelas vadias e cadentes. Quero apagar as marcas dos beijos prometidos  e sentir o calor dos abraços parados no tempo. Minha alma engole vento. Necessito de afagos para continuar jornadas.
   Quem sabe depois de amanhã teremos um  poema para guardar nas páginas de um livro? - Tenho comigo uma certeza: outubro renova os sonhos e abastece mil cestos de flores e frutos.