segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Poemas revistos

Sim e Não






Ao dizer sim ao mundo,

vozes vindo de longe,
cruzam ilhas e mares.




-Não! Não! Não! Não! Não!

Um eco desce das nuvens,
acalmam as ondas, cessam
as tempestades.

Desvairados, poetas
afinam as palavras.
gritam: sim, não,
não e sim.

Fios de vento
marcam o compasso
na dança dos erros.

Vamos

Vamos ouvir poemas
que embalam amores
adormecidos no leito
das almas.

Num canto da noite,
as flores revelam segredos
de pássaros e árvores.



Vamos acordar manhãs
antes do sol contar
os sonho de Deus.


Lábios sopram a poeira
dos templos, pensamentos
guardam o silêncio dos santos.


Vamos esperar uma nova luz
 na consciência dos homens.

Não Sei

Não sigo os caminhos
onde cantam as súplicas
do amor.

Não sei lavrar a pedra
onde guardam os versos
dos poemas impuros.


Só sei continuar o sonho:
ver a minha alma ao vento.

Ser pássaro longe do ninho
e vestir as cores do tempo.

Ver renascer as tuas mãos
no calor dos meus abraços.

Recuerdos

O primeiro amor passou.
O segundo amor... Ah!
Foi sacrificado
no olhar dos dragões
tatuados no peito.

Meus amores passaram
como rios a levar o lixo
deixado nas margens.

Plumas e ventos

Entre nuvens,corpos nus,
entregam-se ao amor.


Brilham os lábios,
Murmuram palavras...

Lambem estrelas,
e o azul da tarde
molhada no outono.

Os olhos fixos
na pele úmida,
sonham amores
sob plumas
e ventos.

Ao novos

Tudo novo após um sonho
com os olhos na aurora
do meu sonho matinal.

A velha criança no homem
não vê vermelhos e rosas
nas manhãs de carnaval.

Novas são as flâmulas
da esperança, no ritmo
depois do vendaval.

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