segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Poema líquido


Um poema líquido escorre
nos dedos e nas janelas
das casas.

Nas salas dos edifícios
ouvimos o som do verde
na volta das águas.

Alegre é a tarde.

Voltam os pássaros
à transparência
das almas.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

A tarde


Vagarosa, passa a tarde, longe da chuva.
O tempo é claro e líquido, escorre na alma.
O céu aberto revela caminhos desertos.

 Desfio as horas com os olhos vagos.
Espero sinais.

Escolho as tintas, pinto a casa inteira.
Chegam ao final as horas do meu delírio.