quinta-feira, 5 de março de 2015

Passam as tardes de março...
Passa tranquilamente a minha
pele e  os ossos na boca do tigre.

Passam  o tédio, o corre-corre
nas ruas e a grana do mês.

Tudo passa. Só não passam
o vazio, o silêncio e a pedra
 no meio da paisagem.

A hora exata do poema,
teus olhos no espelho
e na reviravolta do mar.


 

domingo, 1 de março de 2015


Poema em  seda 



A boca recebe a hóstia,
a língua lambe o cálice.

Impávidos, olhos clamam.
 Florestas acolhem deuses,
duendes e pássaros.