Passam as tardes de março...
Passa tranquilamente a minha
pele e os ossos na boca do tigre.
Passam o tédio, o corre-corre
nas ruas e a grana do mês.
Tudo passa. Só não passam
o vazio, o silêncio e a pedra
no meio da paisagem.
A hora exata do poema,
teus olhos no espelho
e na reviravolta do mar.
Passa tranquilamente a minha
pele e os ossos na boca do tigre.
Passam o tédio, o corre-corre
nas ruas e a grana do mês.
Tudo passa. Só não passam
o vazio, o silêncio e a pedra
no meio da paisagem.
A hora exata do poema,
teus olhos no espelho
e na reviravolta do mar.
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