sábado, 13 de dezembro de 2014

Delírio



Relâmpagos iluminam nuvens.
Calam-se os lábios no deserto.

A chuva foge... Uma gota
de sangue afoga uma flor.




Dormem pássaros,
choram os peixes
e as árvores.

 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Êxtase

havia amor trans
lúcido

sexualmente
puro e
permitido

havia músculos
pelos eretos
pele úmida

foram deuses
na hora cálida
e única.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Quando dormem as almas

Pássaros seguem nuvens.
Sabem da  distância entre
os homens e a natureza.

Ouvem silêncios nas ruas.
Sentem o efeito das cores
quando dormem as almas.  

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A poesia de cada dia

Voam pássaros...
desenham no azul
a poesia nossa
de cada dia.

Não sabem

 das medidas
do mundo.

No silêncio

vêem palavras 
ferindo os lábios
 dos homens.

Sentem o efeito
das cores quando
dormem as almas.


Cantam quando
mãos iluminadas
salvam uma árvore
e acolhem
um  irmão.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

No azul

Poemas inspirados
são aves no azul.


Desenham flores
nos vestidos,
guardam sonhos
para contar
amanhã.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Quando nasce dezembro

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Quando nasce dezembro, brilha  o sol no corpo e na alma. Faço planos,  viajo pelo mundo, descrevo amores, pinto rosas em papel de seda.

Sigo os pensamentos do Chico Xavier,  ouço o Papa Francisco e sonho abraçar a humanidade inteira.

 Rezo em chinês, russo, francês e alemão; uso as cores dos Orixás, e salva-me Jesus Cristo. Choro qundo cantam as crianças as canções natalinas.

 Novos ciclos começam. Ouço em silêncio os mantras do Oriente. Tenho na sala, as flores de Buda.

Quando nasce dezembro, tudo posso e desejo. Recebo e dou abraços. Tenho fé na força das manhãs.

Dezembrai



Dezembrai, ó homens!

O sol desce nos ombros,
ilumina o riso e o canto.

Há movimentos e cores,
na cadência dos poemas,
na colheita dos frutos,
no sonho das manhãs.

Dezembrai, ó homens!

Cantai a esperança
de um ano melhor.
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