segunda-feira, 26 de maio de 2014

No caderno azul

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Queria que a manhã de ontem
fosse a mesma daquele mês de agosto
quando teu rosto colava-se ao meu.

Queria a literatura mais pomposa,
e a voz mansa a desenhar palavras
em cores no vazio da minha alma.

Havia perfumes no verde das folhas
soltas nas margens.


A mão insiste na arquitetura do poema,
retoca uma fotografia do eterno amor,
nas páginas e temas do caderno azul.



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