sábado, 17 de maio de 2014

Tempo móbile

Move o tempo em mim.
Apaga as rugas e os séculos
das gerações de amores
e cantores de fados.

Move o tempo. Entrego-me
aos corpos dos dançarinos,
amantes de vinhos postos
nas mesas dos cabarés.

Esqueço-me das horas dedicadas
às preces que perdoam pecados.

Entro nas rodas de samba
e recordo-me dos maxixes
do Rio de janeiro antigo.

Digo não às baladas
dos cornos e fracos.

Vivo longas horas
marcadas nos braços
de amores pagos
 para amar.

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